O TikTok consolidou-se como o principal motor de tendências culturais da internet, e o esporte não escapa dessa influência. Clubes, federações, atletas e marcas ligadas ao universo esportivo - do futebol brasileiro ao críquete indiano, passando pelo futebol africano - têm recorrido cada vez mais à plataforma para engajar torcedores, especialmente a Geração Z, que dita o ritmo de consumo digital também dentro dos estádios e das transmissões.
A lógica é simples, mas exige estratégia: entrar em todas as tendências não funciona, e escolher a onda certa, no momento certo, com uma interpretação autêntica, é o que separa uma ação de marketing esportivo bem-sucedida de um conteúdo esquecido em 24 horas. Times de futebol, ligas de basquete e organizações de MMA já entenderam isso e têm investido em formatos como "get ready with me" para bastidores de jogadores, desafios gastronômicos com cantinas de clubes e até sons em alta para narrar lances decisivos. Essa mesma lógica de entretenimento rápido e viciante também aparece em outros formatos digitais de lazer, como o jogo fruit cocktail, que compete pela atenção do mesmo público jovem e conectado que consome esporte pelas telas do celular. jogo fruit cocktail
Curiosidade, histórias e confiança: as forças que movem o conteúdo esportivo
O TikTok identificou três grandes forças de tendência para orientar marcas em 2025, e elas se aplicam diretamente ao universo esportivo. A primeira é a curiosidade: diferentemente de uma busca tradicional, o usuário do TikTok descobre conteúdo sem procurar ativamente por ele. Clubes brasileiros, equipes de Fórmula 1 e seleções africanas que investem em vídeos curtos sobre preparação física, rotina de treino ou bastidores de viagens internacionais conseguem captar esse público curioso antes mesmo de uma partida acontecer.
A segunda força é a narrativa sem limites. Contar a história de um jogador que saiu de uma comunidade carente no Brasil, de um ciclista africano que superou obstáculos estruturais ou de uma jogadora indiana de críquete que rompeu barreiras culturais gera identificação imediata. Terceiro, está a construção de confiança: dados do próprio TikTok indicam que usuários tendem a confiar significativamente mais em marcas que anunciam na plataforma, e isso vale também para clubes e federações esportivas que buscam engajamento genuíno, não apenas visualizações.
Do #tiktokmademebuyit às comunidades de nicho no esporte
Hashtags como #tiktokmademebuyit, que viralizam produtos recomendados por criadores, já têm equivalentes esportivos: camisas de times, chuteiras e até acessórios de torcida ganham tração quando aparecem em vídeos autênticos de torcedores reais. Da mesma forma, subculturas de nicho - equivalentes ao #booktok ou ao #foodtok - surgem no esporte com comunidades dedicadas a análises táticas, estatísticas avançadas de críquete ou bastidores de MMA, formando públicos fiéis e altamente engajados.
Tendências de dança e desafios, que lançaram carreiras de criadores como Charli D'Amelio, também encontram espaço nos vestiários e celebrações de gol, com jogadores de ligas africanas e sul-americanas recriando coreografias populares após marcar. Para clubes e federações que acompanham de perto o comportamento digital da torcida, entender esse ciclo de tendências deixou de ser acessório - tornou-se parte da estratégia de comunicação e aproximação com o torcedor moderno, cada vez mais formado pela geração que cresceu dentro do próprio TikTok.